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Elements
Às vezes dou por mim a tentar dar sentido as palavras, à procura do seu significado. não o encontro nada do que procuro encontro perco-me na noite escura sinto falta do teu abraço sinto, porque quero chorar sinto, porque me fazes falta sinto, porque te quero (...) muito!
Adeus Sophia!
E eu caminhei no hospital Onde o branco é desolado e sujo Onde o branco é a cor que fica onde não há cor E onde a luz é cinza
E eu caminhei nas praias e nos campos O azul do mar e o roxo da distância Enrolei-os em redor do meu pescoço Caminhei na praia quase livre como um deus
Não perguntei por ti à pedra meu Senhor Nem me lembrei de ti bebendo o vento O vento era vento e a pedra pedra E isso inteiramente me bastava
E nos espaços da manhã marinha Quase livre como um deus eu caminhava
E todo o dia vivi como uma cega
Porém no hospital eu vi o rosto Que não é pinheiral nem é rochedo E vi a luz como cinza na parde E vi a dor absurda e desmedida
Sophia de Mello Breyner Andresen, Obra poética II
Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004)
Ainda as patentes de software
"Parlamento Holandês força Ministro Brinkhorst a retirar o apoio à proposta de directiva de patentes de software. Reabertura da discussão está nas mãos do governo português. Há algumas horas atrás [ontem], o Parlamento Holandês decidiu ordenar ao Ministro Brinkhorst e ao Secretário de Estado van Gennip (Assuntos Económicos) que retirem o apoio Holandês ao texto do Conselho de Ministros para uma Directiva de Patentes de Software, votado em 28 de Maio de 2004. Esta é a primeira vez na história da UE que tal medida foi tomada."
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Sway
Making promisses Making choices Taking ways Leaving away [...] You brought me here And leave me here all by myself Heart ask pleasure first But all i can give you is disappointment [...] Can't see (Won't see) Can't listen (Won't listen) Can't love (Won't love)
Conhecam e apreciem
Aqui vai um excerto de um poema de Fernando Pessoa (o meu poeta e poema favorito). Para quem não conheçe e gosta de poesia e mesmo para quem não goste, apreciem.
Insónia
Não durmo, nem espero dormir.
Nem na morte espero dormir.
Espera-me uma insónia da largura dos astros.
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.
Não durmo; não posso ler quando acordo de noite.
Não posso escrever quando acordo de noite,
Não posso pensar quando acordo de noite -
Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!
Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!
Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo,
E o meu sentimento é um pensamento vazio.
Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam -
Todas aqueasslas de que me arrependo e me culpo -;
Passam por mim, transtornadas, coisas que não me sucederam -
Todas aquelas de que me arrependo e me culpo -;
Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada,
E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo.
...
Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora.
Paz em toda a Natureza.
A Humanidade repousa e esquece as suas armaguras.
Exactamente.
A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras.
Costuma dizer-se isto.
A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece,
Mas mesmo acordada a Humanidade esquece.
Exactamente. Mas não durmo.
Por favor comentem à vontade e se gostarem e quiserem mais poemas, peçam.
Assim me despeço e até uma outra noite mal passada.
Venham os próximos...
E é assim que estamos nos quartos de final. Bom jogo. Sofremos até ao fim... acho que foi merecido!
Força Portugal!
Que esta imagem se repita muitas vezes esta noite. Contamos com todos para ultrapassarmos a Espanha e estar nos quartos-de-final. Força!
Parabéns!
Parabéns ao meu pai, que neste dia completa 50 anos.
Mar... verde ou negro?
O verdadeiro mar é frio e negro, cheio de animais; roja-se por baixo daquela delgada película verde feita para enganar as pessoas. Os silfos que me cercam caíram no logro: veêm apenas a película delgada...
Quem tentas enganar?
Acorda!
Alguém chama por ti,
Mas não aquela por quem esperavas.
Mundo cruel dizes tu...
Respondem-te que nem sempre os teu caprichos vingam.
Aborreces-te.
Tens razão para isso,
mais uma vez julgas tu.
Acorda!
Vês além,
Compreendes e percebes além...
Mas não entendes aqui.
Não custa olhar ao espelho
Mas recusas-te a fazê-lo.
Porquê?
Terás medo do que podes encontrar?
Ou sabes que não podes cair mais, e que afinal sempre olhas para ti...
Se bem que com olhos mais doces, bem mais doces...
Eu vejo o que está por baixo!
Deixa-me sufocar
Gostava tanto de me abandonar, de me esquecer de mim, de dormir. Mas não posso, sufoco: a existência penetra em mim por todos os lados, pelos olhos, pelo nariz, pela boca...
Farto de ti, queria que me largasses. Nunca te quis, mesmo que isso parecesse óbvio. Larga-me. Deixas-me doente, tonto. Larga-me. Porque tantas perguntas? Porque eu? Porque estou aqui? Porque não me largas? Dói-me a cabeça. Afasta-te... por favor!
Pra onde?
A minha raiva fervia à superfície e, durante um momento, tive a impressão desagradável de ser um bloco de gelo enrodilhado em fogo, um lago quieto sob uma toalha de petróleo a arder.
Há alturas em que a raiva parece tomar conta de nós. Somos meras marionetas ao serviço do nosso lado mais negro. Todos os pensamentos e atitudes que por vezes sabiamos que eram merecidas, mas inoportunas têm agora a porta aberta para se darem a conhecer ao mundo. Mas o arrependimento é filho da raiva, e depois de esta se ter dado a conhecer, pode ser muito tarde para voltar atrás... Pensar pode levar-te pra fora de um caminho que nunca quiseste pisar, mas pode deixar-te cada vez sozinho, no fundo do poço. Que nos resta?
Essa agitação superficial dissipou-se...
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